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A Linguagem Simbólica Esotérica do Natal


A Fuga para o Egito no simbolismo do Natal
A Fuga para o Egito

Quando nos referimos aqui em nossos textos a estudos “esotéricos” do cristianismo, não estamos nos referindo ao “cristianismo adaptado e superficial” utilizado pelas doutrinas das igrejas instituídas da atualidade e que tiveram origem na Idade Média e Idade Moderna; mas sim ao “Cristianismo Primitivo” dos primeiros grupos originários que conheciam os ensinamentos ocultos de Jesus que hoje podem ser encontrados nos evangelhos apócrifos. Interessante também salientar a diferença entre os termos:

EXOTERISMO (do grego exo = fora de) que se refere aos aspectos externos do saber que podem ser acessados “entendidos” pela mente e estão ao nível da astralidade e

ESOTERISMO (do grego eso = dentro de) que se refere ao saberes internos ao nível da alma e além, que exigem consciência da linguagem simbólica para nos serem “revelados”.


O NATAL é uma das 4 celebrações simbólicas do cristianismo primitivo,

originadas ainda em épocas anteriores na roda do ano druídico, as outras três são a Páscoa, o Pentecostes e a Manisola (às quais vamos explorar em outros estudos).

O inverno, no hemisfério norte, traz o NATAL ou Yule uma comemoração muito anterior ao nascimento de Jesus e que está presente em muitas outras culturas. Yule é a “semeadura” de uma centelha de luz, uma pequena possibilidade que dorme em segredo na gruta do coração e que pode dar origem a uma consciência totalmente nova. Em Yule ocorre a chegada da “criança da promessa” que será obrigada a “atravessar o deserto”- o Nigredo na alquimia - o mergulho para baixo, de acordo com Jung - rumo à integração da nossa sombra, o aspecto escuro da nossa psique.

Esta “travessia do deserto” refere-se à linguagem simbólica da “fuga para o Egito”, a palavra Egito vem do grego Aegyptos que significa “mansão do espírito de Ptah”- o espírito da escuridão, ou seja, Egito significa “lugar de escuridão ou sombra”.

Ptah (no mito egípcio) e Herodes (no mito cristão gnóstico) simbolizam então o “deus desta natureza ou o demiurgo” o rei EGO, aquele que tenta retomar o controle da vida mental, perseguindo com intenção de matar a “criança da promessa”.

Portanto, Nigredo é o primeiro estágio de transmutação da nossa alma, quando integramos nosso lado escuro, ou na linguagem alquímica realizamos nossa “obra em negro”.

A simbologia do Natal nos remete a esta jornada da nossa alma, que se levada a bom termo, só acontecerá uma única vez.

FELIZ NATAL !!!




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