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A Mitologia da Páscoa





No hemisfério norte, a entrada do sol no novo ano zodiacal em torno do dia 25 de março, marca a transição da metade escura do ano para a metade clara - a Primavera. Festejava-se o tempo de concepção da “CRIANÇA SOLAR” que nascerá em Yule (o Natal). Os povos antigos comemoravam também nesta data a morte e renascimento de vários deuses como Tammuz e Dumuzi, na Suméria; Attis na Caldéia; Osíris no Egito; Adônis e Dioniso na Grécia; Baldur e Odin na Escandinávia e de deusas da fertilidade como Perséfone, Inanna, Ashtoreth e Ishtar.

O costume atual de presentear com ovos de chocolate nasceu de alguns mitos mais antigos como do OVO PRIMORDIAL, posto por uma “deusa lunar Pássaro" (encontrada em várias culturas) e chocado pelos raios do sol.

O Sabbat Celta de Ostara ou Eostre (deusa saxã da primavera),tem como símbolo as cestas de vime com ovos pintados com as runas considerados amuletos mágicos chamados pysanky ou pêssanka, palavra de origem eslava.

A palavra páscoa se origina também do termo hebraico pessach, que significa “passagem” e simboliza a “saída da escravidão do Egito para a Terra Prometida”. Em um outro texto onde abordamos a simbologia esotérica do Natal, explicamos que mitologicamente a palavra “Egito” não se refere a um local ou país, e sim a um “lugar de escuridão” que se encontra dentro de nós (nossa sombra). A linguagem simbólica da Páscoa é o “renascer para a verdadeira vida” ou seja transcender nossa escuridão e alcançar a luz.

A lebre por sua grande fertilidade, traz o simbolismo de uma grande mudança, um renascimento pela auto imolação, onde se sacrifica algo do “eu” em prol do crescimento da essência divina do “si mesmo”.

 A ressurreição de Jesus é comemorada no domingo seguinte à primeira lua cheia após o equinócio, como na antiga tradição. Devemos aqui nos atentar para o verdadeiro sentido das palavras da mitologia cristã, mal compreendida nos dias atuais, em Coríntios 15:53 lemos: “Porque é necessário que este corpo corruptível se revista da incorruptibilidade, e que o corpo mortal se revista da imortalidade.” Portanto é ilusória a crença de que basta “sermos bons” segundo nossa moral social, para que ao morrermos fisicamente, nossa alma seja automaticamente resgatada para “vida eterna”. Se tivermos “olhos para ver e ouvidos para ouvir” podemos nos aprofundar nos “mistérios do cristianismo primitivo” através do estudo dos evangelhos apócrifos e “despertarmos” para o que seja a “verdadeira vida” e que ela deva ser construída quando ainda estamos na vida física, pois em nosso “veículo carnal” é onde encontramos os elementos necessários para realizarmos a “alquimia da transfiguração”. Esta semente do Cristo/Logos já está em nosso coração e é durante nossa vida física que ela precisa “ressuscitar”.

 Feliz Páscoa da RESSURREIÇÃO !


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