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O Feminino e o Sagrado

   Um novo Mitologema está emergindo e pede para ser integrado... A antiga Deusa que governou terra e o céu, antes do advento do patriarcado. A Deusa é a guardiã da interioridade humana e está vindo à tona das profundas camadas da psique inconsciente. Ela desencadeia imensas forças destrutivas se não lhe prestarmos as honras e

       trilharmos a senda da transformação!

Diana de Versailhes

POR ONDE ANDA A METÁFORA ??? Com a perda da nossa capacidade de simbolizar, o patriarcado foi sendo imposto como verdade fundamental, através do tempo e das distorções da linguagem simbólica dos mitos, dos contos de fadas e das tradições orais que recebíamos (e já deixamos de receber) de nossas antepassadas. Quem pensa viver fora de um mito está envolto pela ilusão subjetiva totalmente elaborada pelo seu intelecto, precisamos restaurar nossa capacidade de metaforizar urgentemente, pois nossa mente não alcança nossa alma. Consideramos inferior as abordagens da realidade que não estejam alinhadas à racionalidade, mas as descobertas da física tem nos ensinado que a nossa percepção e visão racional da realidade, é ingênua! Passamos da era Mágica para a Mitológica e depois para a Mental na qual estamos perdendo as crenças que nos infundem “esperança e significação”, resultando em depressão e enfermidades.

Vamos iniciar nossas reflexões metafóricas, não devemos esquecer que estamos aqui refletindo sobre um MITO, nosso olhar é metafórico e portanto, não estamos analisando um fato histórico que se desenrola no plano físico e consciente.

O MITO DO REINO PATRIARCAL Lemos em Êxodo 20:2-5 "Então falou Deus todas estas palavras, dizendo: EU sou o Senhor teu Deus, que te tirei da terra do Egito, da casa da servidão. Não terás outros deuses diante de mim. Não farás para ti imagem de escultura, nem alguma semelhança do que há em cima nos céus, nem em baixo na terra, nem nas águas debaixo da terra. Não adorarás tais coisas nem lhes prestarás culto; porque EU sou o Senhor teu Deus, forte e zeloso"... O deus que fala identifica-se como “EU SOU” e quando Moisés solicita para que diga seu nome, ele responde: “EU SOU O QUE SOU” (Êxodo 3:14) Ou seja, já é uma existência consciente de si como um EU e traz os mandamentos “tu deves” e “tu não deves”; o que vemos aqui é o início do período EGÓICO e os mandamentos são direcionados ao coletivo e não ao indivíduo, doutrinando por padrões de crença e obediência à autoridade divina. Este SUPEREGO impõe à força regras e tabus para o que está externo nos indivíduos, não se referindo aos sentimentos e instintos individuais. O certo e o errado são padronizados para uma consciência grupal. Neste Mito do Legislador vemos os fundamentos da nova ERA MENTAL, a partir daí ela se desenvolve e as relações humanas devem se basear em regras. A obediência às regras reprime as ânsias espontâneas. O Decálogo que Moisés recebeu é a autoridade coletiva e externa, internaliza a vergonha e a culpa e fazem parte das fases que formataram o desenvolvimento do EGO patriarcal. Necessitamos um olhar abrangente para este fato, pois o Decálogo foi dado à comunidade como regras para que pudessem conviver como indivíduos, ou seja, exercer a individualidade. Seguindo em nossas reflexões, no próximo texto vamos acrescentar um outro assunto para construir nossa linha de pensamento …

SURGIMENTO da IGREJA de ROMA Seguidores do “Cristianismo Primitivo”, foram aumentando e se espalhando, assim como a bárbara perseguição que sofriam, principalmente por Roma, através dos séculos. Por 300 anos foi assim, até que o Império Romano, que era seu maior inimigo, curiosamente decidiu optar por uma “aceitação do cristianismo” e nas últimas décadas de sua existência o “cristianismo” passou a ser a “religião” oficial dos romanos que proibiam a prática de outras crenças e ritos. A partir do séc 4, o então Imperador Constantino, foi estruturando as bases da “Igreja Romana” os “patriarcas” ou “bispos” se diziam herdeiros e apóstolos de Cristo. No ano 325 foi realizado o Concílio de Nicéa e aí se definiram os dogmas que são as regras do que é certo ou errado para as práticas ditas “cristãs”, que vão então se modificando através dos séculos e no séc 5 instituíram o Patriarca de Roma como o representante de Deus na terra. A Igreja então, se constituiu como uma instituição do Império Romano e foi sendo fortalecida materialmente por instituir regras de se “conseguir um lugar no paraíso” através de doações recebidas dos nobres em dinheiro, terras e outros bens materiais. Regras meramente políticas se originam pela aceitação do "cristianismo” para manter o controle mental das populações às quais dominava. Vemos aqui uma estratégia bastante comum e utilizada pelo poder imperativo, quando é necessário combater uma verdade que pode destituir a realeza daquele que impera - aderir falsamente a um princípio, modificando seus valores e idéias, adaptando tudo a seus próprios critérios e criando dogmas que não permitam que seu poder possa ser violado e nem ao menos questionado! -

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Em breve mais estudos . . .

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